quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Poseidon ou Posídon - Deus dos Mares



Na mitologia grega, Posídon (em grego antigo Ποσειδῶν, transl. Poseidōn), também conhecido como Poseidon, Possêidon ou Posidão, assumiu o estatuto de deus supremo do mar, conhecido pelos romanos como Netuno e pelos etruscos por Nethuns.
Também era conhecido como o deus dos
terremotos e dos cavalos. Os símbolos associados a Posídon com mais frequência eram o tridente e o golfinho.
A origem de Posídon é
cretense, como atesta seu papel no mito do Minotauro. Na civilização minóica era o deus supremo, senhor do raio, atributo de Zeus no panteão grego, daí o acordo da divisão de poderes entre eles, cabendo o mar ao antigo rei dos deuses minóicos.

Nascimento
Posídon era um dos filhos de
Cronos e Reia, e, como seus irmãos e irmãs, foi engolido por Cronos ao nascer. A ordem de nascimento de seus irmãos, segundo Pseudo-Apolodoro, é Héstia (a mais velha), seguida de Deméter e Hera, seguidas de Plutão e Posídon; o próximo a nascer, Zeus, foi escondido por Reia em Creta, que deu uma pedra para Cronos comer. Higino enumera os filhos de Saturno e Ops como Vesta, Ceres, Juno, Júpiter, Plutão e Netuno, ele também relata uma versão alternativa da lenda, em que Saturno encerra Orcus no Tártaro e Netuno em baixo do mar, em vez de comê-los.
Primordialmente Zeus terá obrigado seu pai
Cronos a regurgitar e restabelecer a vida aos filhos que este engoliu, entre eles está Poseidon, explicando assim Zeus como o irmão mais velho, pois sua mãe Réia, deu uma pedra em seu lugar.

Vida inicial
Poseidon fora criado entre os
Telquines, os demónios de Rodes. Quando atinge a maturidade, apaixonou-se por Hália, uma das irmãs dos Telquines, e desse romance nascem seis filhos e uma filha, de nome Rodo, daí o nome da ilha de Rodes.

Deus
Em uma famosa disputa entre Poseidon e
Atena para decidir qual dos dois seria o padroeiro de Atenas, ele atirou uma lança ao chão para criar a fonte da Acrópole. Entretanto, Atena conseguiu superá-lo criando a oliveira.
Na
Ilíada, Poseidon aparece-nos como o deus supremo dos mares, comandando não apenas as ondas, correntes e marés, mas também as tempestades marinhas e costeiras, provocando nascentes e desmoronamentos costeiros com o seu tridente.

Embora seu poder pareça ter se estendido às nascentes e lagos, os rios, por sua vez, têm as suas próprias deidades, não obstante o fato de que Poseidon fosse dono da magnífica ilha de
Atlântida.
Geralmente, Poseidon usava a água e os terremotos para exercer vingança, mas também podia apresentar um caráter cooperativo. Ele auxiliou bastante os gregos na
Guerra de Tróia, mas levou anos se vingando de Odisseu, que havia ferido a cria de um de seus ciclopes.
Os navegantes oravam a ele por ventos favoráveis e viagens seguras, mas seu humor era imprevisível. Apesar dos sacrifícios, que incluíam o afogamento de cavalos, ele podia provocar tempestades, maus ventos e terremotos por capricho.

Como Zeus, projetava seu poder e a sua masculinidade sobre as mulheres, tendo muitos filhos .
Considerando que as inúmeras aventuras amorosas de Poseidon foram todas frutíferas em descendentes, é de notar que, ao contrário dos descendentes de seu irmão Zeus, os filhos do deus dos mares, tal como os de seu irmão
Hades, são quase todos maléficos e de temperamentos violentos.

Alguns exemplos:
de
Teosa nasce o ciclope Polifemo;
de
Medusa nasce o gigante Crisaor e o cavalo alado, Pégaso;
de
Amimone nasce Náuplio;
com
Ifimedia, nascem os irmãos gigantes Oto e Efialtes (os Aloídas), que chegaram mesmo a declarar guerra aos deuses.
Por sua vez, os filhos que teve com Halia cometeram tantas atrocidades que o pai teve de os enterrar para evitar-lhes maior castigo.
Casou ainda com
Anfitrite, de quem nasceu o seu filho Tritão, o deus dos abismos oceânicos, que ajudou Jasão e os seus argonautas a recuperar o Velocino de ouro.

Filhos
Existem várias listas de filhos deste deus.
Higino enumera os seguintes filhos:
Boeotus e Heleno, por
Antíopa, filha de Éolo
Agenor e Belo, por Líbia, filha de Épafo
Belerofonte, por Eurínome, filha de Niso
Leuconoe por Themisto, filha de Hypseus
Hirieu, por Alcíone (filha de Atlas)
Abas por Arethusa, filha de
Nereu
Ephoceus por
Alcíone (filha de Atlas)
um texto ilegível, que parece ter as palavras Belus e Actor
Dictys por Agamede, filha de Augeas
Evadne por *Lena, filha de Leucippus
Megareus por Oenope, filha de Epopeus
Cygnus por Calyce, filha de Hecato
Periclymenus e Ancaeus por Astypale, filha de Phoenix
Neleu e Pélias por Tiro (mitologia), filha de Salmoneu
Eupemus e
Lico e Nicteu por Celaeno, filha de *Ergeus
outro texto truncado, com palavras Peleus *Arprites e Antaeus
Eumolpus por Chiona, filha de Aquilo
outro texto truncado, com palavras por Amymone assim como Cyclops Polyphemus
*Metus por Melite, filha de Busiris

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A Lenda do Lobisomem


A lenda do lobisomem tem, provavelmente, origem na Europa do século XVI, embora traços desta lenda apareçam em alguns mitos da Grécia Antiga. Do continente europeu, espalhou-se por várias regiões do mundo. Chegou ao Brasil através dos portugueses que colonizaram nosso país, a partir do século XVI. Este personagem possui um corpo misturando traços de ser humano e lobo.

De acordo com a lenda, um homem foi mordido por um lobo em noite de lua cheia. A partir deste momento, passou a transforma-se em lobisomem em todas as noites em que a Lua apresenta-se nesta fase. Caso o lobisomem morda outra pessoa, a vítima passará pelo mesmo feitiço.

* A lenda no Brasil

No Brasil (principalmente no sertão), a lenda ganhou várias versões. Em alguns locais dizem que o sétimo filho homem de uma sucessão de filhos do mesmo sexo, pode transforma-se em lobisomem. Em outras regiões dizem que se uma mãe tiver seis filhas mulheres e o sétimo for homem, este se transformará em lobisomem. Existem também versões que falam que, se um filho não for batizado poderá se transformar em lobisomem na fase adulta.

Conta a lenda que a transformação ocorre em noite de Lua cheia em uma encruzilhada. O monstro passa a atacar animais e pessoas para se alimentar de sangue. Volta a forma humana somente com o raiar do Sol.

* Curiosidade:

- De acordo com a lenda, um lobisomem só morre se for atingido por uma bala ou outro objeto feito de prata.


* O Banquete de Licáon

Logo que os deuses ganharam a guerra com os Titãs, começaram os problemas para as pessoas da Terra. Alguns dizem que os primeiros seres humanos foram criados por Prometeu, e que essa é a razão de serem tão desrespeitosos para com os deuses.

Na parte norte da Grécia, na Arcádia, o tirano Licáon recusou-se a adorar os deuses e troçou das pessoas por acreditarem neles. Zeus disfarçou-se de mortal e viajou até à Arcádia para descobrir por si até que ponto Licáon podia ser mau.

Quando o rei dos deuses contou aos camponeses e ao povo das cidades que não era um homem mortal mas um deus, eles acreditaram nele e começaram a adorá-lo como ele merecia. Mas Licáon não tinha ouvido o viajante e começou a troçar da credulidade do povo, tendo mesmo chegado a afirmar que iria testar esse charlatão com um teste que não podia falhar.

“Todos sabem que os deuses são imortais” – declarou Licáon. “Só tenho de matar este tipo e todos vocês verão como foram parvos.”

Isto foi dito, evidentemente, sem que Zeus pudesse ouvir, pois planejava penetrar no seu quarto de hospede durante a noite, apanhá-lo de surpresa e apunhalá-lo até à morte.
Esta não era a parte pior do seu plano, já que ele queria que o seu hóspede poluísse a boca e o estomago comendo alimentos proibidos, e o próprio Licáon pretendia festejar com a mesma comida, mergulhar no mal, encenando o mais aberrante dos atos desafiando os deuses.

Ele tinha um preso nas suas masmorras, um refém cuja vida devia ter sido dedicada a ele, mas Licáon não tinha preocupações com o tratamento devido aos reféns. Em vez disso, abriu-lhe a garganta e retalhou o seu corpo, usando umas partes para assar e outras foram cortadas para guisar.

Licáon cozinhou a refeição com as próprias mãos e colocou os pratos na mesa com pão acabado de cozer e vinho. Alguns dizem que Licáon matou um bebê e o serviu ao hóspede, em algumas narrativas diz-se que o bêbe era o seu próprio filho.

Zeus, indignado, repeliu de imediato a carne para longe da mesa e arremessou o seu raio contra as paredes do palácio. Caíram os tetos, tombaram as paredes, e o palácio foi devorado pelas chamas. Licáon foi suficientemente rápido para escapar ao fogo, mas a vingança de Zeus prosseguiu enquanto ele fugia pelos campos.

Enquanto corria, tentava gritar por socorro, mas em vez de saírem palavras humanas, começou a rosnar e a uivar. As suas roupas rasgaram-se e caíram-lhe do corpo ao mesmo tempo que este mudava de forma. Ele já não conseguia correr como um homem e viu-se a deslocar-se a quatro patas, com os braços transformados em patas finas, brotando da sua pele pêlos fortes, as orelhas prolongando-se num focinho. Zeus tinha transformado Licáon num lobo.

Contudo, mesmo como lobo, ele continuava a ser o mesmo Licáon sedento de sangue. Continuou a atacar as ovelhas e as cabras da Arcádia, a sua boca babando e os seus olhos iluminados pelo desejo de matar.



quinta-feira, 17 de junho de 2010

LENDA DO ECLIPSE


Por Aline Santos
Antes da criação do mundo quando o Sol e a Lua se encontraram pela primeira vez eles se apaixonaram perdidamente e a partir daí começaram a viver um grande amor.

No dia em que Deus resolveu criar o mundo, dando um toque final... o brilho!
Ficou decidido que o Sol iluminaria o dia e que a Lua iluminaria a noite, portanto seriam obrigados a viver separados.
Abateu-se sobre eles uma grande tristeza quando tomaram conhecimento de que nunca mais se encontrariam, nem se amariam.
A Lua foi ficando cada vez mais triste e amargurada, e mesmo com brilho que Deus havia lhe concedido, ela foi se tornando cada vez mais triste e solitária.
O Sol por sua vez ganhou um título de nobreza “Astro Rei”, mas isso também não o fez feliz, pois ele sentia falta da Lua, sentia falta de seu amor, de seu carinho, de sua companhia.
Deus então chamou-os e explicou-lhes:
Vocês não devem ficar tristes, ambos possuem um brilho próprio.
"Tu Lua, iluminarás as noites frias e quentes, encantarás os enamorados e serás diversas vezes motivo de cantos e poesias".
"Quanto a ti Sol, sustentarás este título porque serás o mais importante dos astros, iluminarás a terra durante o dia, fornecerás calor para os seres humanos e a sua simples presença fará as pessoas mais saudáveis e felizes..."
A Lua entristeceu-se muito com seu terrível destino e chorou dias e dias a fio...
Já o Sol ao vê-la sofrer tanto, decidiu que não poderia deixar-se abater, pois teria que dar-lhe forças e ajudá-la a aceitar o que havia sido decidido por Deus.
No entanto sua preocupação era tão grande que resolveu fazer um pedido a Ele:
Senhor, ajude a Lua por favor, ela é mais frágil do que eu, e não suportará tanta solidão...
E Deus, em sua infinita bondade e sabedoria, reconhecendo o imenso amor do Sol pela Lua, criou as estrelas para fazerem companhia a ela.
A Lua sempre que está muito triste recorre as estrelas para alegra-la, e estas fazem de tudo para consolá-la, mas quase sempre não o conseguem.
Hoje o Sol e a Lua vivem assim... separados na imensidão do espaço, o Sol finge que é feliz, iluminando os céus, mas as vezes em dias nublados se esconde atrás das nuvens para chorar, a Lua não consegue esconder sua tristeza e melancolia.
O Sol ainda arde de paixão pela Lua e ela ainda vive na escuridão da saudade.
Dizem que a ordem de Deus era que a Lua vivesse sempre cheia e luminosa, mas ela não consegue isso... porque ela é mulher, e uma mulher tem suas fases.
Quando feliz consegue ser cheia, luminosa e brilhar nos céus, mas quando infeliz é minguante, e quando minguante nem sequer é possível ver o seu brilho.
Lua e Sol seguem seu destino pré-determinado, ele solitário e aparentemente forte e determinado, ela acompanhada das estrelas e aparentemente fraca e submissa.
Os humanos tentam a todo instante conquistá-la, como se isso fosse possível...
Vez por outra alguns deles vão até ela, mas sempre voltam sozinhos, nenhum deles jamais conseguiu traze-la até a terra, nenhum deles realmente conseguiu conquistá-la, por mais que achem que sim.
Porém, Deus decidiu que nenhum amor nesse mundo seria de todo impossível, nem mesmo o da Lua e do Sol... e foi aí então que ele criou o eclipse.
Hoje , Sol e Lua vivem da espera desse instante, desses raros momentos de amor que lhes foram concedidos e que custam tanto a acontecer.
Quando você olhar para o céu a partir de agora e ver o que o Sol encobriu a Lua , saiba que é porque eles começaram a se amar, e é a este ato de amor que se deu o nome de eclipse.
É importante lembrar que o brilho do êxtase deles é tão grande que aconselha-se aos humanos não olhar para o céu neste momento, pois seus olhos podem cegar ao ver tanto amor.

Na terra também existe Sol e Lua...e portanto existe eclipse... mas esta já é outra história.........

terça-feira, 1 de junho de 2010

Ishtar


Ishtar é a deusa dos acádios, herança dos antecessores sumérios, cognata da deusa Asterote dos filisteus, de Isis dos egípcios, Inanna dos sumérios e da Astarte dos gregos. Mais tarde esta deusa foi assumida também na Mitologia Nórdica como Easter - a deusa da fertilidade e da primavera.

É irmã gêmea de Shamash e filha do importante deus Lua - Sin, e é representada pelo planeta Vênus.

Considerados uma das maravilhas do mundo, os Portões de Ishtar, na Babilônia, foram transportados para um museu na Europa - Museu de Berlim. Uma réplica encontra-se no Iraque.

Rituais

Todo o culto aos deuses é feito por rituais. Ishtar tinha alguns rituais de caráter sexual, uma vez que era a deusa da fertilidade, outros rituais tinham a ver com libações e outras ofertas corporais.

Um ritual importante ocorria no equinócio da primavera, onde os participantes pintavam e decoravam ovos (símbolo da fertilidade) e os escondiam e enterravam em tocas nos campos. Um resquício por trás desse antigo ritual talvez seja o dos ovos de Páscoa, embora não exista uma prova concreta associando os dois rituais. De qualquer forma, em muitas culturas o ovo é considerado um símbolo de fertilidade.

Inanna

Inanna era a deusa (dingir) do amor, do erotismo, da fecundidade e da fertilidade, entre os antigos Sumérios, sendo associada ao planeta Vênus. Era especialmente cultuada em Ur, mas era alvo de culto em todas as cidades sumérias.

Surge em praticamente todos os mitos, sobretudo pelo seu caráter de deusa do amor (embora seja sempre referida como a virgem Inanna); por exemplo, como a deusa se tivesse apaixonado pelo jovem Dumuzi, tendo este morrido, a deusa desceu aos Infernos para o resgatar dos mortos, para que este pudesse dar vida à humanidade, agora transformado em deus da agricultura e da vegetação.

É cognata das deusas semitas da Mesopotâmia (Ishtar) e de Canaã (Asterote e Anat), tanto em termos de mitologia como de significado.

O dia 2 de Janeiro é tradicionalmente consagrado a esta deusa.

Ereshkigal

Ereshkigal era uma das grandes divindades sumérias, filha de Anu o antigo senhor do Céu e Nammu, a senhora dos oceanos e irmã gêmea de Enki. O seu nome significa "Senhora da Grande Habitação Inferior" ou ainda "Senhora dos Vastos Caminhos", tal nome indica que é a rainha do inferno, pois "vastos caminhos" tanto como "terras vastas" eram eufemismos para se falar do Inferno, terra cujos caminhos são infindáveis e sem rumo certo. Assim, Ereshkigal é a rainha de Kur-Nu-Gia "A Terra do Não Retorno".

Apesar de ser a rainha do inferno e governante dos demônios e dos deuses obscuros, Ereshkigal é uma dos grandes deuses Anunnaki, a quem Anu delegou o dever de ser a juíza das almas dos mortos. Ela é quem julga os casos dos homens e mesmo dos deuses, mesmo depois de já julgados pelo grande conselho dos 12 deuses, como aconteceu com Enlil, quando do seu crime de violentar a jovem deusa Ninlil.

O motivo pelo qual Ereshkigal se tornou rainha do Inferno é de certo modo obscuro, alguns unem sua figura a de Ninlil, de modo que, após ter sido violentada, ela morre e então se torna a severa rainha do mundo inferior passando a se chamar então Ereshkigal. Outros textos antigos sugerem que por sua vontade ela abandonou o seio de Namu e partiu para descobrir o destino de Kur e outros irmãos que partiram para além do Mundo das coisas vivas, e lá chegando tornou-se a rainha dos deuses infernais.

Tinha sob seus serviços diversas divindades obscurar, entre elas, Husbishag (sua secretária) e Namtar seu vizir e mensageiro, e deus do Destino e da Sorte.

Ereshkigal tornou-se uma deusa célebre por mitos como o de seu casamento com Nergal e a descida de Ninlil e de sua irmã Inanna ao Inferno para recuperarem seus esposos. Certa vez, ao enviar Namtar como seu representante para ter com Anu e os demais Anunnaki, foi ofendida pelo jovem deus Nergal, que se recusou a reverenciar Namtar em honra dela.

Todos os deuses temeram pelo destino de Nergal, pois Namtar contaria a sua senhora tamanha desfeita. Mas Nergal pouco se importou afirmando que não daria préstimo a uma deusa a quem nunca vira. Porém sua impáfia durou até Enki lhe advertir sobre o tremendo risco que corria, já que os poderes de Ereshkigal eram imensos.

Por conselho de Enki, Nergal desceu ao Inferno para se desculpar e acabou apaixonado pela beleza fulminante de Ereshkigal a quem julgava ser uma velha senil e horrenda.

No caso de Ninlil, anterior a Nergal, a donzela, mesmo ofendida e violentada por Enlil, decide descer ao Inferno para convencer Ereshkigal a devolver sua vida, já que ela no fundo o amava.

Por fim, foi a vez de Inanna (Isthar), de atravessar os nove portais do reino do Inferno e ver a face de Ereshkigal. Inanna, por sua realeza, beleza e nobreza, julgou que poderia enfrentar a irmã e exigir o retorno de Dumuzi, seu esposo.

Mas com mão de ferro, Ereshkigal submeteu Inanna a todos os tipos de dor e humilhação diante de cada portal, nos quais era obrigada a se despir de alguma jóias ou peça de roupa, até que chegou nua e humilhada diante do trono da soberana infernal. Todavia a força do amor de Inanna causou tanto temor em Ereshkigal e ela a impalou lavando-a a morte.

Não fosse pela intercessão de Enki, ao criar da sujeira sob suas unhas o belo mensageiro Asushunamir, para interceder e resgatar Inanna, ela teria ficado morta para sempre. Ele convenceu Ereshkigal a restituir a vida de Dumuzi e Inanna.

Ereshkigal também era chamada de Irkalla.